"Sem música não há vida, não há vida sem música"





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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

 

Canções em Versões - Sylvie Vartan, "Quand tu es là" ("The Game of Love")

 
 
 
 
 
 
 
É esta (a par da "Garota de Ipanema") a canção que melhor me recordo de cantar com os Hi-Fi nos primeiros ensaios e espectáculos, na versão francesa, naturalmente...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012



Parabéns a Sylvie Vartan pelo aniversário!




 




domingo, 17 de junho de 2012


Canções em Versões - "Let's Dance" - Sylvie Vartan, Chris Montez








sábado, 17 de março de 2012

Canções em Versões - "The More I See You" (1966) - Chris Montez / "L'air qui balance" - Sylvie Vartan


 




domingo, 11 de março de 2012


Canções em Versões - "Mean Woman Blues", "Te voici" - Elvis Presley e Sylvie Vartan









"Mean Woman Blues", canção da autoria de Claude Demetrius, cantada por Elvis Presley no filme de 1957 Loving You, e na bem diferente versão em francês de Sylvie Vartan de 1964, "Te voici"

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Sylvie Vartan canta em italiano em cenário de Frankenstein


terça-feira, 31 de janeiro de 2012


A versatilidade de Sylvie Vartan





quarta-feira, 9 de novembro de 2011



  "Chanson de l'autruche", do conto musical de Philippe Châtel Émilie Jolie, na voz de Sylvie Vartan







sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Scopitone (8)




Mais um Scopitone com Sylvie Vartan nos anos 1960, a interpretar a canção "Si je chante". Os realizadores deste pequenos filmes tentavam filmar em cenários que pudessem atrair a atenção do público jovem,  com os quais os jovens (neste exemplo seriam mais as jovens) se pudessem identificar.


Ainda um pormenor interessante sobre os Scopitones, a fazer fé na informação de David Galassie, em "The Visual Jukebox" (http://www.loti.com/fifties_jukebox/Scoptione_The_Visual_Jukebox.htm): estas máquinas moedeiras que reproduziam som e imagem foram feitas usando peças que restaram dos aviões da Segunda Grande Guerra, nomeadamente transformando uma máquina de 16 mm, usada pela Força Aérea Francesa para voos de reconhecimento, num projector de 16 mm.

Scopitone (7)









Mais um exemplo de Scopitone, com Sylvie Vartan a interpretar a versão francesa, de 1962, da canção composta por Carole King (no primeiro vídeo a contar de baixo ao vivo na actualidade), e interpretada por Little Eva em 1960, "The Locomotion". A versão de Sylvie mostra bem a predilecção dos realizadores destes pequenos vídeoclips por cenários extravagantes, neste caso um comboio numa floresta, tentando produzir um efeito hipnótico nos espectadores.

Vd. David Galassie, "The Visual Jukebox". In:

domingo, 18 de setembro de 2011


Scopitone (6, cont.)




O vídeo em cima não é um Scopitone, mas podia ser. Escolhi-o para ilustrar como a televisão terá substituído os Scopitones, pequenos filmes dos anos 1960 que podiam ser ouvidos e vistos em espaços públicos. Estes pequenos clips musicais que se destinavam a programas de música na TV francesa dos anos 1960 em diante são precursores - tal como os Soundies nos EUA nos anos de 1940 - dos videoclips, e integram a herança dos Scopitones.

O par mítico da canção francesa da década, Johnny Halliday e Sylvie Vartan, interpreta um standard da canção americana de 1934 que festejava o fim da lei seca nos EUA (de 1920 a 1933), Cocktails for Two, em francês Un cocktail pour deux. Evocando estes tempos em 1965, o vídeo opta pelo preto/branco e tenta dar o ar do tempo da década de 1930 nos fatos do casal de cantores. Transforma a canção na narrativa de uma pequena história, na qual se salienta a preocupação da época - 1965 em França - com os papéis de género, masculino/feminino: "Les filles, vraiment, quelle invention..." / "Quelle catastrophe que les garçons...", dizem respectivamente Johnny e Sylvie. A protagonista reinvidica para si os mesmos direitos que o seu companheiro, daí o título da canção, Un cocktail pour deux. Quase no final, há uma sequência de dança de grande leveza e elegância, quer em relação às versões cómico-burlescas de Cocktails for Two, quer pela transformação das imagens dos passos de dança em movimento descontinuado, desmultiplicando a imagem e evocando as origens do cinema.

(a continuar)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Scopitone (5)

Mais dois filmes musicais em Scopitone, o primeiro a versão de Quando Quando Quando das Kessler Sisters ou Kessler Twins. Alice e Helen Kessler tiveram formação de ballet clássico na Ópera de Leipzig e, quando tinham 18 anos, os pais aproveitaram um visto para ficar na Alemanha Ocidental. Actuaram no Palladium em Düsseldorf e no Lido em Paris. Representaram a Alemanha no Festival Eurovisão da Canção em 1959 com Heute abend wollen wir tanzen geh'n. Viveram em Itália até 1986 e depois em Munique.

Neste filme Scopitone, as Kessler Sisters cantam e dançam e poderiam ter inspirado (ou não?) as irmãs gémeas das Demoiselles de Rochefort de Jacques Demy, interpretadas por Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, gémeas também na vida real.




Muitos dos filmes Scopitone da década de 1960 utilizam a figura feminina sobretudo como mulher-objecto. Um exemplo  flagrante  é certamente o Scopitone seguinte de January Jones (não a actriz da actual e fabulosa série televisiva Mad Men...), a interpretar um standard de 1932 da dupla Harold Arlen/Ted Koehler, I've got the world on a string, acabando a cantora por assumir muito claramente esse papel de mulher-objecto.




Coexistindo na época com a utilização da imagem feminina como mulher-objecto, há um questionamento e crítica dos papéis tradicionais dos géneros, um repensar do masculino / feminino e sua interrelação. Exemplo disso é o Scopitone seguinte, Comic strip, composição de Serge Gainsbourg e interpretado por ele em duo com Brigitte Bardot. Ela mesma já um sex symbol à época, interpreta aqui uma heroína que literalmente irrompe de uma página da banda desenhada Barbarella, criada em 1962 por Jean-Claude Forrest, e que viria a inspirar o filme de culto de Roger Vadim com Jane Fonda, Barbarella (1968). Estas heroínas situam-se no intervalo entre sex symbol e ícone feminista, contradição retomada por Lara Croft e pela sua intérprete no cinema, Angelina Jolie.

Como é que a canção de Gainsbourg consegue este questionamento do papel tradicional da mulher apenas como objecto erótico? Serge Gainsbourg foi o equivalente francês de Cole Porter, autor de letras sofisticadas na sua aparente simplicidade, transformando palavras triviais e elementos da cultura popular em textos de grande ironia e inteligência. Em Comic strip, o distanciamento em relação ao estereótipo consegue-se muito simplesmente através da repetição (Bardot apenas diz interjeições onomatopaicas, imitando as heroínas da banda desenhada) e do exagero quase caricatural, mostrando a figura feminina que Gainsbourg chama - "Viens petite fille dans mon comic strip" - em claro contraste, como figura poderosa e activa, tornando evidente a insuficiência e artificialismo do estereótipo, ao mesmo tempo que diverte.

Clique no link em baixo para ver o Scopitone de Comic strip com Gainsbourg/Bardot:

Não resisto a mostrar outro vídeo, este não do conjunto dos Scopitones, mas no qual Sylvie Vartan assume com graça e elegância um papel em que feminino e masculino se podem combinar sem perderem, cada um deles, a sua especificidade própria. A canção chama-se Comme un garçon e retrata uma época de emancipação feminina em França. 



sexta-feira, 12 de agosto de 2011



Scopitone (2)

A qualidade das cópias dos filmes em Scopitone nem sempre era a melhor - pelo menos tal como estão disponíveis hoje em dia no YouTube. Vale a pena, no entanto, ver o Scopitone realizado por Claude Lelouch para a canção de Johnny Halliday Pour moi la vie va commencer e admirar o extremo dinamismo das imagens que acompanham o estado nascente descrito nesta canção do "Ídolo dos Jovens" desses anos e que espelham o espírito da época.

Os dois exemplos finais que escolhi estão remasterizados. O primeiro é um belo tema de Michel Polnareff, mas interrompido por piruetas de Bond girls hiperactivas que estragam, a meu ver, o carácter intimista da canção.

O segundo exemplo é o meu preferido, apesar da interpretação algo exagerada - talvez propositadamente exagerada - de Sylvie Vartan. Mas este Scopitone contém no seu interior, como que mis-en-abyme, uma outra máquina de som, um gramofone, fazendo reflectir sobre os processos de difusão sonora. O assistente e secretário de Sylvie, Carlos, aparece a cantar de dentro da grafonola, o que completa o tom burlesco dado pela interpretação de Sylvie.

Espero que possam divertir-se pelo menos tanto como eu a escutar estas canções acompanhadas de imagens em Scopitone!





Link para o Scopitone de Sylvie Vartan com Carlos "2'35 de bonheur" em cima

sábado, 25 de junho de 2011


Canções em Versões -
"Dream a Little Dream of Me", "Les yeux ouverts"
- The Mills Brothers, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, The Mamas and Papas, Sylvie Vartan, Max Raabe