Canções em Versões - Li'l Darlin' - Mel Tormé com os Meltones, Lambert, Hendricks e Ross, Count Basie
"Sem música não há vida, não há vida sem música"
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Canções em Versões - Meadow Serenade da peça musical de George e Ira Gershwin Strike Up the Band
- Brent Barrett com Rebecca Luker, Kiri Te Kanawa
Clique no link em cima para a versão/interpretação de Brent Barrett e Rebecca Luker
A rigor mais uma vez, trata-se aqui mais de duas interpretações muito diferentes de Meadow Serenade do que de versões. Kiri Te Kanawa optou por cantar apenas o refrão de Meadow Serenade. Esta interpretação está disponível no álbum Kiri Sings Gershwin, de 28 de Novembro de 2005, uma gravação com a New Princess Theatre Orchestra sob direcção de John McGlinn e orquestração de Maurice Peress e Larry Moore.
A versão da comédia musical Strike Up the Band, de George e Ira Gershwin, com libretto de George S. Kaufman, com Brent Barrett no papel de Jim e Rebecca Luker no de Joan, foi gravada de 13 a 20 de Dezembro de 1990 em Nova Iorque, com orquestra sob direcção de John Mauceri e orquestração de Russell Warner. Esta interpretação de Meadow Serenade inclui a versão completa da canção, as duas estrofes e refrão.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Canções em Versões - Holiday for Strings - Cyd Charisse e David Rose
A rigor não será uma versão, mas Cyd Charisse dança e recria Holiday for Strings de David Rose
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Canções em Versões - If I Had You - Benny Goodman com Svend Asmussen, Judy Garland, Bing Crosby, Al Bowlly
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Scopitone (5)
Mais dois filmes musicais em Scopitone, o primeiro a versão de Quando Quando Quando das Kessler Sisters ou Kessler Twins. Alice e Helen Kessler tiveram formação de ballet clássico na Ópera de Leipzig e, quando tinham 18 anos, os pais aproveitaram um visto para ficar na Alemanha Ocidental. Actuaram no Palladium em Düsseldorf e no Lido em Paris. Representaram a Alemanha no Festival Eurovisão da Canção em 1959 com Heute abend wollen wir tanzen geh'n. Viveram em Itália até 1986 e depois em Munique.
Neste filme Scopitone, as Kessler Sisters cantam e dançam e poderiam ter inspirado (ou não?) as irmãs gémeas das Demoiselles de Rochefort de Jacques Demy, interpretadas por Catherine Deneuve e Françoise Dorléac, gémeas também na vida real.
Muitos dos filmes Scopitone da década de 1960 utilizam a figura feminina sobretudo como mulher-objecto. Um exemplo flagrante é certamente o Scopitone seguinte de January Jones (não a actriz da actual e fabulosa série televisiva Mad Men...), a interpretar um standard de 1932 da dupla Harold Arlen/Ted Koehler, I've got the world on a string, acabando a cantora por assumir muito claramente esse papel de mulher-objecto.
Coexistindo na época com a utilização da imagem feminina como mulher-objecto, há um questionamento e crítica dos papéis tradicionais dos géneros, um repensar do masculino / feminino e sua interrelação. Exemplo disso é o Scopitone seguinte, Comic strip, composição de Serge Gainsbourg e interpretado por ele em duo com Brigitte Bardot. Ela mesma já um sex symbol à época, interpreta aqui uma heroína que literalmente irrompe de uma página da banda desenhada Barbarella, criada em 1962 por Jean-Claude Forrest, e que viria a inspirar o filme de culto de Roger Vadim com Jane Fonda, Barbarella (1968). Estas heroínas situam-se no intervalo entre sex symbol e ícone feminista, contradição retomada por Lara Croft e pela sua intérprete no cinema, Angelina Jolie.
Como é que a canção de Gainsbourg consegue este questionamento do papel tradicional da mulher apenas como objecto erótico? Serge Gainsbourg foi o equivalente francês de Cole Porter, autor de letras sofisticadas na sua aparente simplicidade, transformando palavras triviais e elementos da cultura popular em textos de grande ironia e inteligência. Em Comic strip, o distanciamento em relação ao estereótipo consegue-se muito simplesmente através da repetição (Bardot apenas diz interjeições onomatopaicas, imitando as heroínas da banda desenhada) e do exagero quase caricatural, mostrando a figura feminina que Gainsbourg chama - "Viens petite fille dans mon comic strip" - em claro contraste, como figura poderosa e activa, tornando evidente a insuficiência e artificialismo do estereótipo, ao mesmo tempo que diverte.
Como é que a canção de Gainsbourg consegue este questionamento do papel tradicional da mulher apenas como objecto erótico? Serge Gainsbourg foi o equivalente francês de Cole Porter, autor de letras sofisticadas na sua aparente simplicidade, transformando palavras triviais e elementos da cultura popular em textos de grande ironia e inteligência. Em Comic strip, o distanciamento em relação ao estereótipo consegue-se muito simplesmente através da repetição (Bardot apenas diz interjeições onomatopaicas, imitando as heroínas da banda desenhada) e do exagero quase caricatural, mostrando a figura feminina que Gainsbourg chama - "Viens petite fille dans mon comic strip" - em claro contraste, como figura poderosa e activa, tornando evidente a insuficiência e artificialismo do estereótipo, ao mesmo tempo que diverte.
Clique no link em baixo para ver o Scopitone de Comic strip com Gainsbourg/Bardot:
Não resisto a mostrar outro vídeo, este não do conjunto dos Scopitones, mas no qual Sylvie Vartan assume com graça e elegância um papel em que feminino e masculino se podem combinar sem perderem, cada um deles, a sua especificidade própria. A canção chama-se Comme un garçon e retrata uma época de emancipação feminina em França.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Scopitone (4)
Itsi bitsi petit bikini de Richard Anthony é um dos mais populares filmes Scopitone dos anos 1960, e compreende-se bem porquê: a pequena revolução que a canção narra mudou para sempre os nossos hábitos de Verão. Enquanto Richard Anthony canta-narra o episódio, há uma personagem que comenta o acontecimento no refrão em tom blasé, como um coro cheio de ironia, quer em relação à jovem de bikini com medo de aparecer, quer em relação à atitude preconceituosa dos outros veraneantes, incluindo a própria comentadora.
Quem, de entre as adolescentes da época, não se recorda da primeira vez que vestiu um bikini em vez do tradicional fato de banho?
Quem, de entre as adolescentes da época, não se recorda da primeira vez que vestiu um bikini em vez do tradicional fato de banho?
A canção é a versão francesa de Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini cantada por Brian Hyland com apenas 16 anos, que chegou a ser nº 1 dos hits de vendas nos EUA em Agosto de 1960. A história que conta a canção baseia-se num episódio verdadeiro: o compositor, Paul Vance, estava na praia com a filha de 2 anos que usava um bikini amarelo às bolinhas e lhe inspirou a canção. Mais tarde, a editora manifestou a sua preocupação por a canção parecer demasiado ousada, ao que Vance terá explicado que a letra era inocente, já que se tratava da sua filha de 2 anos.
Os franceses, que não são propriamente conhecidos por partilhar a perspectiva puritana, deram outro tratamento ao tema, sem receio de parecer mais ou menos ousados...
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