"Sem música não há vida, não há vida sem música"





sexta-feira, 29 de abril de 2011


Canções em versões


Há várias versões, também cantadas, de "My Foolish Heart", mas prefiro muito claramente a intimista e contida interpretação de Bill Evans, e mais não digo...


Esta balada da autoria de Victor Young e Ned Washington transforma-se completamente na interpretação do trio de Bill Evans na gravação do Village Vanguard do início dos anos 1960, mostrando que o jazz podia fazer com o ritmo exactamente o contrário do que faziam outros músicos como Charlie Parker, acelerando-o de maneira inimaginável - aqui o ritmo é como que suspenso numa lentidão também dantes inimaginável, como o momento que a melodia descreve.



Canções em versões


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Uma canção por dia

À falta da interpretação de Billie Holiday de "Says My Heart", das versões que conheço a minha preferida, aqui fica a elegante e bem antiga interpretação de Kurt Hohenberger.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma canção por dia

Uma canção ou duas por dia... quando os meus dias são abençoados com música, conto e canto essas bençãos!


Uma canção por dia


domingo, 24 de abril de 2011

Canções em versões - "Whispering" - Boris Vian e a Orquestra do Tabou



Encantam-me e fascinam-me as transformações pelas quais passa uma canção em várias versões diferentes ao longo dos anos, sobretudo se cantada com uma nova letra, em tradução. Como se a identidade de algo existisse em movimento e numa constante afirmação, que só pode ser da diferença. Esta romântica "Whispering" que podemos ouvir na versão de 1920 com a orquestra de Paul Whiteman, depois com os All Stars de Louis Armstrong em 1947, passando pela versão de 1964 dos irmãos Nino Tempo e April Stevens, é paradigmática nesse sentido. Escolhi a versão de Boris Vian, "Ah! Si j'avais un franc cinquante", para mostrar uma dessas modificações radicais. A terna canção sentimental transformou-se numa cantilena, que resulta em efeito de distanciação (o V-Effekt brechtiano, Verfremdungs-Effekt, ou seja, à letra, efeito de des-alienação) e crítica ao capitalismo, conservando toda a actualidade nos tempos que vivemos.


"Ah! Si j'avais un franc cinquante!" tornou-se mesmo o indicativo do clube de jazz Le Tabou no Quartier Latin, que Boris Vian e o irmão Alain animavam com a sua orquestra nos anos 1940, no pós-guerra. Curiosamente, não foi em nenhuma destas versões que hoje vos apresento que ouvi a canção pela primeira vez, mas sim num 45 rotações do grupo The New Vaudeville Band, no lado B da popular "Winchester Cathedral". Continua a ser a minha versão preferida, na sua ritmada e leve meiguice e melancolia. Talvez um destes dias consiga pô-la aqui, se a "geringonça" que adquiri no Verão passado e permite transformar cassettes audio e discos antigos em vinil em formato mp3 ainda funcionar este ano...


Canções em versões - "Whispering", Nino Tempo e April Stevens