"Sem música não há vida, não há vida sem música"





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sábado, 15 de janeiro de 2011

Série "Canções / Recordações do tempo dos HI-FI" (4) - Lucky Blondo, "Des roses rouges pour un ange blond"

Vd. post anterior - esqueci-me de dizer, mas tanto cantava esta canção na versão em língua inglesa, como em francês - era apreciada das duas maneiras, e ainda hoje não sei dizer qual das duas versões prefiro!

Série "Canções / Recordações do tempo dos HI-FI" (4) - Vic Dana, "Red Roses for a Blue Lady"

Mas é claro que não me esqueci desta série neste blogue! É só que nem sempre tenho todo o tempo que gostaria de ter para dedicar a cada um e a todos os quatro blogues, mas todas as séries, ciclos e partes serão concluídos no devido tempo, isto é, quando tiver, mesmo que por pouco tempo, todo o tempo do mundo para um post...
Não era "I Call Your Name" a canção que recordo como mais emblemática dos HI-FI, mas sim esta, um pouco mais antiga, muito romântica e naive, que tocávamos repetidamente nos bailes porque o público gostava, pertencia ao famoso grupo das músicas lentas para dançar agarradinho ao par, na altura dizia-se "para constituir família", e acabou por se tornar emblemática do nosso grupo, pelo menos das nossas actuações nos bailes. Numa época em que íamos ao cinema com o namorado, mesmo à matinée, acompanhadas pela mãe, dele ou nossa, eram importantes esses momentos em que podíamos estar mais perto do nosso par.
"Red Roses for a Blue Lady" de Vic Dana foi o meu primeiro single, comprado na discoteca Neves, se bem me recordo, num primeiro andar da Rua Ferreira Borges, onde passava bons momentos com o meu namorado de então numa cabine da loja a ouvir música antes de irmos lanchar ao sábado a uma pastelaria da Baixa de Coimbra. Como se eu já gostasse pouco, aí está com certeza mais uma razão pela qual tanto gosto de música...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011




Luís Pinheiro de Almeida, o guardião da memória da música rock e ié-ié em Portugal


Quando em 2004 a minha filha Maria João descobriu a antologia em CD da EMI All You Need Is Lisbon - Beatles em Portugal, onde vinha publicado um dos temas do disco dos HI-FI no qual participei, "I Call Your Name", ainda eu não sabia que o autor dessa colectânea musical era o jornalista e autor do apreciado programa de rádio que passava ao sábado à noite na Rádio Renascença RFM, amigos d' Alex, Luís Pinheiro de Almeida. Esta antologia reúne, pela primeira vez em CD, 17 canções que estavam há décadas fora do mercado no formato original em vinil, acompanhadas de todas as capas dos discos seleccionados. São versões de temas dos Beatles interpretadas por artistas portugueses dos anos 1960. Em entrevista a http://www.thebeatles.com.br/, Luís Pinheiro de Almeida revela a co-autoria, pelo menos moral, de Teresa Lage, com quem co-editara em 2002 o importante livro Beatles em Portugal (na foto, Teresa Lage e Luís Pinheiro de Almeida com Paul McCartney).



A tempo do Natal de 2010, apareceu a colectânea Caloiros da Canção. É outra bela edição de Luís Pinheiro de Almeida, a festejar os 50 anos do rock português, homenageando o lançamento do primeiro disco de ié-ié em Portugal a 28 de Outubro de 1960 com Os Conchas e Daniel Bacelar, vencedores do concurso da Rádio Renascença "Os Caloiros da Canção", nas categorias de grupo e artista a solo. São 25 canções criteriosamente escolhidas por Luís Pinheiro de Almeida - vale a pena ler as suas palavras de apresentação da antologia, em que traça um quadro da época em termos musicais e de edição. Tal como a anterior colectânea, é um objecto de colecção que nenhum apreciador de música rock vai querer deixar de ter em casa, para ouvir e voltar a ouvir. Ofereci no Natal a amigos e familiares, e tenho a certeza que continuará a ser uma prenda apreciada em qualquer ocasião.

No que me toca, estou representada com o Conjunto Universitário HI-FI e o tema do nosso primeiro e único álbum "Back from the Shore", de Carlos Correia e António Figueiredo, a canção do single que mais gostava de interpretar.

Devo a Luís Pinheiro de Almeida o reconhecimento, muitos anos depois, desta etapa da minha vida, que foi no entanto tão importante na minha formação. Mereci dele o título de primeira voz feminina do ié-ié português, numa altura em que já nem sequer me lembrava de que era de facto, à época, a única rapariga nessas andanças em Portugal...

Obrigada ao Luís pelas importantes e valiosas publicações, e pelo reconhecimento da etapa inicial do meu percurso, e já agora daqui envio cheers a todos os ié-iés!

domingo, 24 de outubro de 2010

Série "Canções / Recordações do tempo dos HI-FI" (3)

A irrepreensível balada "Till There Was You" era, das canções dos Beatles que os HI-FI tocavam em bailes e outras actuações, uma das mais populares entre o público, e aquela que eu mais gostava de cantar. E isto apesar de "I Call Your Name" (1964, Lennon/McCartney) ter sido o tema dos Beatles escolhido para o nosso disco, muito sob a influência da versão de 1966 dos Mamas and Papas. Escrita por Meredith Wilson para a peça musical The Music Man de 1957, da qual houve uma versão em filme de 1962, "Till There Was You" foi incluída no álbum With the Beatles, de 1963. Mostra bem a versatilidade do grupo, entre a música rock e a balada, assim como a do nosso conjunto, igualmente influenciado pelos Beatles e pelos Mamas and Papas. A letra da bonita balada terá encontrado eco anos depois no último poema do meu livro Sistro, com o mesmo título, ainda por publicar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Série "Canções / Recordações do tempo dos HI-FI" (1)

The More I See You (1966), de Chris Montez, era uma canção que cantávamos em todos os bailes dos HI-FI, e que eu pensava sempre que havia de cantar mais uma vez.