A segunda das versões de "I'm Through With Love" dedicada ao cinema aparece no final de Spider Man, interpretada por Kirsten Dunst, "bittersweet" talvez? Quando a melodia é tão bela, inclino-me mais só para "sweet".
"Sem música não há vida, não há vida sem música"
sábado, 27 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Canções em Versões:"I'm Through With Love" III, Marilyn Monroe
Recordamos com esta cena da comédia de Billy Wilder Some Like It Hot (1959) o papel em que Marilyn terá porventura estado mais próxima de si mesma, o da cantora de uma orquestra de mulheres (All-Girl Band) Sugar Kane. Ela é "uma comediante que nos faz vir as lágrimas aos olhos, por exemplo nesta cena em que canta "I'm Through With Love", uma canção de lamento e descrença no amor, exatamente no momento em que volta a apaixonar-se". 1
Quanto a Joe, disfarçado de Josephine para escapar aos gangsters de Chicago, arrisca neste beijo, com que reconhece a interpretação de Sugar, não só o seu namoro com ela no outro disfarce
de milionário, mas a própria vida, uma vez que os gangsters o perseguem nesse instante no hotel da Flórida onde a maior parte do filme se desenrola.
Os elementos de comédia não se devem apenas ao talento inato de Marilyn para o registo cómico, salientado em várias ocasiões por Wilder, mas à inadequação da situação: o comovente lamento da canção que interpreta não se adequa à situação que a personagem de Sugar Kane vive nesse momento, e o realizador conseguirá o cómico perfeito na cena, mostrando a já então sex symbol americana a ser beijada apaixonadamente por uma mulher (na verdade, um homem disfarçado de mulher, Tony Curtis no papel de Joe/Josephine). A inadequação e absurdo da cena contrastam com a situação dramática das personagens, ao mesmo tempo que a acentuam: Marilyn está a apaixonar-se exatamente pelo tipo de homem que mais receia, um saxofonista, ainda por cima duplamente disfarçado de mulher e de milionário; Joe/Josephine, por seu lado, interrompe a fuga aos gangsters no hotel para escutar "I'm Through With Love", e sob efeito da canção acaba por revelar, com o beijo e comentário, a sua identidade a Sugar, e ultrapassar, por empatia com ela, a sua perspetiva sexista. 2
Os elementos de comédia não se devem apenas ao talento inato de Marilyn para o registo cómico, salientado em várias ocasiões por Wilder, mas à inadequação da situação: o comovente lamento da canção que interpreta não se adequa à situação que a personagem de Sugar Kane vive nesse momento, e o realizador conseguirá o cómico perfeito na cena, mostrando a já então sex symbol americana a ser beijada apaixonadamente por uma mulher (na verdade, um homem disfarçado de mulher, Tony Curtis no papel de Joe/Josephine). A inadequação e absurdo da cena contrastam com a situação dramática das personagens, ao mesmo tempo que a acentuam: Marilyn está a apaixonar-se exatamente pelo tipo de homem que mais receia, um saxofonista, ainda por cima duplamente disfarçado de mulher e de milionário; Joe/Josephine, por seu lado, interrompe a fuga aos gangsters no hotel para escutar "I'm Through With Love", e sob efeito da canção acaba por revelar, com o beijo e comentário, a sua identidade a Sugar, e ultrapassar, por empatia com ela, a sua perspetiva sexista. 2
Dirigida por Wilder, Marilyn fez em grande parte a singularidade deste filme, que retoma ideias de dois filmes anteriores, um francês e outro alemão, Fanfare d'amour de 1935 e Fanfaren der Liebe de 1951, histórias semelhantes a Some Like It Hot, mas sem gangsters e sem Marilyn Monroe.
1 Vd. Sinyard, N. / Turner, A., Billy Wilders Filme. Berlin: Verlag Volker Spiess, 1980, e Karasek, Hellmuth, Billy Wilder. Hamburg: Hoffmann Campe Verlag, 1992
2 Vd. id. ibid.
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domingo, 21 de fevereiro de 2016
Canções em Versões: "I'm Thru With Love" I, Henry Busse e Orquestra
Esta foi a primeira gravação do standard de jazz "I'm Thru With Love", composto em 1931 por Fud Livingston em colaboração com Matty Malneck e Gus Kahn.
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I'm Thru With Love
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Canções em Versões: "Golden Slumbers" I
"Golden Slumbers" é uma composição de Paul McCartney, que se terá inspirado em versos do poeta Thomas Dekker de 1606, e que ele terá encontrado num caderno da irmã Ruth. No estilo das canções de embalar, "Golden Slumbers" faz parte do álbum Abbey Road, de 1969.
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sábado, 16 de janeiro de 2016
Canções de Natal 15: "Merry Christmas, Baby!", The Beach Boys
"Merry Christmas, Baby" é uma canção de Natal escrita por Brian Wilson e incluída no álbum de Natal dos Beach Boys de 1964, The Beach Boys' Christmas Album (o sétimo álbum de estúdio do grupo). É uma das canções rock do álbum, produzidas e orquestradas pelo líder do grupo, Brian Wilson, tendo Dick Reynolds, orquestrador do grupo The Four Freshman, feito as orquestrações dos standards de Natal mais tradicionais do álbum.
Não confundir esta canção de Natal dos Beach Boys com "Merry Christmas Baby", um standard de Natal de Rhythm and Blues composto por Lou Baxter e Johnny Moore e gravado originalmente pelos Johnny Moore's Three Blazers, com o cantor e pianista de jazz Charles Brown em 1947. Aqui fica essa gravação original, por curiosidade (há inúmeras versões deste título).
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